CompadreLemosPontocom

O Poeta?... Um girassol, sempre em busca da luz!

Diário
09/02/2009 17h25
Meu Compadre Elizeu de Lima - Um Raro Amigo!
                           
                                     Elizeu de Lima


                 Meu Compadre Elizeu de Lima,
                          Um Raro Amigo!


Faço questão de registrar aqui: Tenho a honra de ser amigo e compadre do Poeta e Chargista pernambucano Elizeu de Lima!

Mas... quem é Elizeu de Lima???

Um poeta, pelo que escreve e canta,

Um artista, pelo que traça e desenha,

Um Cantador, ( não um cantor ), pelas raízes nordestinas. Salve, Carpina!... Salve, Pernambuco!...

Um guerreiro, pela força imensa do que traça, em linhas ou em letras!

Um retirante, por suportar viver em São Paulo, tão longe do Sertão!

Um forte, posto que todo sertanejo o é!

E, sobretudo, um irmão, pelo muito que temos em comum, tanto na Vida, quanto na Poesia!

Querem uma prova?... Pois leiam, abaixo, uma Peleja entre nós dois, no estilo "Galope a Beira Mar", travada na Comunidade Projeto Cordel.  ( Orkut ).

Conheçam, bem de  perto, o Poeta Elizeu de Lima:



           Os Muitos Matizes da Esperança.
                        Peleja entre Compadre Lemos e Elizeu de Lima



Compadre Lemos:

Compadre, sugiro, então um Galope,
Daqueles bem belos, com muita emoção,
Mostrando pro povo que aqui, no Sertão,
Tem gente que canta, na baixa e no tope!
O tema, eu tiro do meu envelope
E, lendo pro povo, começo a explicar:
É sobre a Esperança que vamos falar,
De todas as formas que ela nos vem...
Se para o Compadre estiver tudo bem,
Cantemos Galope, na beira do mar!...

Elizeu de Lima:

Apois, Meu Compadre, a Esperança é um trem,
Que está com o pintinho, lá dentro do ovo!
Está pelas ruas, nos olhos do povo,
Que passa com pressa, que vai e que vem!
Tá na Palestina e em Jerusalém,
Com os homens de fibra daquele lugar;
No espermatozóide que quer fecundar,
Está no sorriso de uma criança...
Ela é nossa amiga, a nobre Esperança
Que a todos alcança na beira do mar!

Compadre Lemos:

E chega no bote que o vento balança,
E chega no carro, na estrada de terra,
E chega no homem, que volta da guerra,
E chega Quixote e também Sancho Pança!
E chega no canto, que traz a lembrança,
E chega no anúncio, que vem propagar
Que o novo salário vai dar pra pagar
Comida, remédio, barraco e escola...
E chega no verso, na feira, na esmola
Do cego poeta, na beira do mar!

Elizeu de Lima:
 
Vai no avião que corre e decola,
Vai numa chalana, descendo no rio,
Vai com o vaqueiro, guerreiro bravio;
Vai com o violeiro, em sua sacola!
Na hora do chute, vai junto com a bola;
Na hora do parto, não pode faltar,
Vem com a criança, que põe-se a chorar,
Dizendo pro mundo que a vida prossegue.
Ela está presente, por mais que se negue
Nos dez de galope na beira do mar!!

 
Compadre Lemos
 
A tal da Esperança, por mais que se pregue,
Só fica distante, na voz do "Doutor".
Mas chega pra perto, se um bom Cantador
Não foge da luta, nem dá por entregue!
E chega cansada, no lombo de um jegue,
No laço, na sela, num belo aboiar,
No braço, na vela, no forte remar,
Mas chega somente pra quem, desde cedo,
Não conta mentira, não trai um segredo,
Nem morre de medo, na beira do mar!


Elizeu de Lima:
 
Eu vejo e Esperança num pé de arvoredo,
Nas gotas de orvalho que caem do céu,
Quando a noite desce o seu negro véu
E o dia se esconde, por trás do rochedo!
Eu vejo a Esperança no alegre folguedo
De alguns vaga-lumes brilhando no ar;
Nos olhos do mocho, num galho, a piar,
Na espera da presa que lhe mate a fome,
Eu vejo a Esperança dizendo meu nome
Num sonho agradável, na beira do mar!



Compadre Lemos:

E olhe a Esperança no ódio que some,
Largado, minguado, envolto no amor!
E olhe a Esperança no cheiro da flor,
No pão que se planta e no pão que se come!
E olha a Esperança na voz que diz: -- Tome!
E sente alegria no gesto de dar.
E olhe a esperança, quieta, a rezar
A reza mais linda chamada amizade!
E olhe esperança virar caridade,
Na mão que alimenta, na beira do mar!...

Elizeu de Lima:

Quem pensa em pagar todo o mal com bondade,
Quem pensa ajudar sem pedir nada em troca;
Quem olha pro céu e a Deus sempre invoca
Pra que Ele ajude a toda a Humanidade!
Quem preza o amor e quem tem piedade,
Quem diz a verdade, sem medo de errar;
Estende sua mão e só quer levantar
Um seu semelhante caído e doente
Tem sempre a esperança consigo presente
Nos dez de galope na beira do mar!


Compadre Lemos:

Eu tenho esperança de ter, no Repente,
Seu canto dolente e estou a caminho.
Eu tenho esperança de ser canarinho,
Que o canto mais lindo enleva essa gente!
Eu tenho esperança que o medo insistente,
Um dia, esquecido, pra trás vai ficar.
Eu tenho esperança de ainda cantar
Com alguém que me ensine a ser genial,
Que nem Patativa, Elizeu, Docival
Poetas divinos, na beira do mar!

Elizeu de Lima:

Espero que um dia Deus dê Seu aval
Pra que eu possa ir e cantar pelo mundo
Mostrando pro povo Seu amor profundo
Nas coisas que vejo no mundo real.
Cantar cada planta e cada animal,
As flores tão belas, no campo a brotar;
As frutas maduras, o gado a pastar,
O canto das aves que cruza os espaços
E os rios que correm terrenos escassos
Pra cair nos braços das águas do mar!

Compadre Lemos:

Espero pra ver, pelo chão, entre abraços,
Os frutos que faltam pra felicidade:
Sementes de escola, de fraternidade,
De versos, poemas, figuras e traços!
Os grãos da alegria, sem dores, cansaços,
Sementes dos cantos que venham contar
Histórias das gentes do nosso lugar,
Sementes de fato, que virem comida,
Espero pra ver nossa gente sofrida,
Plantando e colhendo, na beira do mar!

Elizeu de Lima:

Espero viver para ver a batida,
Martelo da paz, já ditando a sentença,
Dizendo que guerra nenhuma compensa
E por isso mesmo vai ser abolida!
Somente uma  guerra será permitida,
Na qual todo mundo tem que guerrear,
Será a tal batalha que vai preservar
A Mãe Natureza, que pede socorro!
Depois de ver isso, eu me deito e morro,
E volto pro céu, pela beira do mar!


Compadre Lemos:

Espero inda ver, na TV, lá no Morro,
Cordel, Cantoria, Folclore e Cultura,
Poesia bonita, com a rima tão pura,
Em vez de batalhas de Tonto e de Zorro! 
Espero cantigas de um tal Nêgo Forro,
O povo aprendendo e podendo ensinar.
A tela já sendo uma escola no lar,
Que venha suprir essa grande carência
Do velho, do novo, saber e ciência
De um povo que pensa, na beira do mar!

Elizeu de Lima:

Então, seu desejo é uma excelência,
Espero que possa tornar-se real!
Que em fevereiro, um bom carnaval
Só seja a alegria e não a indecência!
Que o nosso país seja sem violência,
E o reino do crime comece a acabar;
Que o monstro da droga não entre no lar
E que Deus restaure a santa família
E mude a postura dos "lá de Brasília"
Pra que o Brasil cresça, na beira do mar!


Compadre Lemos:

Espero, Compadre, essa luz que já brilha:
Na escola da vida vai ter Informática!
Espero se instale, de vez, essa prática
Pra aquele que ainda não segue essa trilha!
E sonho também que, a toda família,
Cultura da gente se venha ensinar
Por meios modernos, pra proporcionar
Ao pobre o recurso que ao rico se deu...
Espero inda ver, meu Compadre Elizeu,
Zé Povo mais culto, na beira do mar!

Elizeu de Lima:

Pois hoje, só o rico é quem vai pro Liceu,
Mantendo seu nome do topo da lista!
Espero que um pobre gari ou frentista
Também possa dar a qualquer filho seu
Um ensino que ele jamais recebeu,
As classes podendo, afinal, se igualar
E tenham direitos iguais pra lutar
Por uma existência que seja mais nobre!
Pois num país rico não pode haver pobre,
Morrendo de fome, na beira do mar!


Compadre Lemos:

Espero que o pai sofredor não se dobre,
Receba a ajuda, o trabalho, a instrução
E crie seus filhos, já tendo a noção
Que aqui no Brasil não tem falta de cobre!
Espero um Poder que se torne mais nobre,
Que a renda divida, sem nada roubar.
Espero que aprenda, pra compartilhar,
Pedaços iguais para o pobre e o rico...
Espero sonhando, sabendo que fico
Chorando um galope, na beira do mar!

Elizeu de Lima:

Eu, como poeta, não fecho o meu bico
E nem abdico da minha revolta!
Eu faço um poema e ele se solta,
Voando veloz, gavião, tico-tico!
Me ajunto aos demais, e assim multiplico
As vozes que cantam não querem calar.
Se os grandes irão meu refrão escutar,
Aí já não sei, mas eu fiz minha parte,
Pois minha bandeira, o meu belo estandarte,
Eu trago é na arte, na beira do mar!


Compadre Lemos:

Espero que o mundo inteiro descarte
O ódio, o medo, a geral violência,
Trocando esses males, de sã consciência,
Por Canto, Poesia, por Dança e por Arte!
Espero não seja preciso ir a Marte,
Buscar um amor que aqui deve estar!
Espero ver mão estendida e apertar
Sinal de amizade, carinho e respeito...
Espero que a Terra, Meu Deus, tenha jeito,
No embalo das ondas, na beira do mar!

Elizeu de Lima:

Espero o amor renascendo no peito
E que todo errante encontre caminhos;
Que existam mais flores e menos espinhos
E as balas das armas se façam confeito;
Que os vereadores, também o prefeito,
Não usem seus cargos só para enrricar
E que os deputados, enfim, possam dar
Orgulho pro povo que os elegeu.
Vou ver a Esperança dizer que venceu
O medo que assombra, na beira do mar!


Compadre Lemos:

Espero sentado, Compadre Elizeu,
Pois sei que demora pra vir tudo isso.
Porém, a Esperança é o meu compromisso,
Espero e escrevo, o poeta sou eu!
O mundo violento não me convenceu
Eu sei que a paz, bem no fim, vai voltar.
E quando, Compadre, esse dia chegar,
Levanto e meu canto bandeira se faz,
Dançando e chorando e deixando pra trás
Os dias de guerra, na beira do mar!

Elizeu de Lima:

Eu sonho acordado com um tempo de paz,
Sem armas, sem mortes, sem sangue inocente;
Sem fome, sem medo, sem pobre e doente;
Sem aids, sem câncer nem pó de antraz;
Pois sei que o homem ainda é capaz
De unir suas forças e juntos lutar
Por um novo mundo, um novo lugar
Em que os seus filhos já cresçam felizes,
Sem dor, sem feridas e sem cicatrizes,
Nos dez de galope na beira do mar!


Compadre Lemos:

E onde não haja nem mais os deslizes
Que a gente comete, sem nem refletir.
Nem mesmo um do outro se fique a sorrir,
Num mal que se mostra, em diversos matizes!
E onde se busque o irmão, nas marquises,
E se lhe dê pão, sem, porém, lhe humilhar!
E onde o que importe é só mesmo ajudar,
Conforme o que ensina o Bom Mestre Jesus:
"Amai uns aos outros", na busca da luz
Que brota do peito, na beira do mar!

Elizeu de Lima:

Espero pra ver a Mensagem da Cruz
Surtindo efeito no peito do homen!
Que a fome não fira o rotundo abdômen
Das pobres crianças que o mundo produz!
Espero que Obama, no bem, faça jus
A toda essa fama que veio a ganhar;
Que a guerra em Gaza se venha aplacar,
E que palestinos se juntem a judeus,
E que a Ciência não queira ser Deus,
Que é dono de tudo, na beira do mar!

Compadre Lemos:

Espero que os filhos que hoje são meus,
Partindo pra vida, já possam viver
Um mundo mais belo, melhor de se ver
E ser partilhado, entre crentes e ateus!
Que não mais importe se são Saduceus,
Brazucas, Galegos, ou de outro lugar,
Porque crer em Deus não é discriminar,
Pois todos viemos de um Mesmo Pai,
Que manda o recado: "Uns aos outros amai",
Amigos, fraternos, na beira do mar!

Elizeu de Lima:

Quem tem esperança e fé nunca cai,
Mas mesmo caindo, depressa levanta!
Se falta o café, o almoço e a janta,
Por culpa em Deus, esse homem não vai!
Aprende com a prova e dela ele extrai
Mais ânimo e força pra continuar;
E à noite, no quarto, se vai se deitar,
Ja dobra os joelhos e faz uma prece,
Até pela angústia a seu Deus agradece
E Deus lhe abençoa, na beira do mar!


Compadre Lemos:

Espera e alcança quem nunca se esquece,
Esquece e reclama quem foge da raia,
Pois raia o meu dia pro aplauso ou pra vaia,
E valha-me Deus, quando isso acontece!
Espera quem sofre, quem chora e padece,
Comece o seu dia tentando esperar.
E diga, com força, eu também vou chegar
No topo do monte, no fim dessa trilha,
Buscando a estrela-esperança que brilha,
No escuro da noite, na beira do mar!

Elizeu de Lima:

Nem só de alegria, de paz, maravilha,
É a vida da gente, aqui neste mundo!
Existe o ricaço e o moribundo,
O que é humilhado e aquele que humilha;
Aquele que nega e o que compartilha
O pão com o irmão, o que vive a penar!
Porém eu espero ver tudo mudar
E ver o amor já vencendo a cobiça,
Ver mais transparência na nossa Justiça,
Que está muito omissa, na beira da mar!


Compadre Lemos:

Da palha bonita se faz a treliça,
Da boa semente se faz plantação,
Da voz, da viola, se faz o refrão,
Da raça mais pura se faz a mestiça!
Do vinho, da Hóstia, se faz boa missa,
Da dor de viver eu já fiz meu cantar.
Agora, compadre, só resta esperar
Do canto da gente se faça o futuro,
Que o nosso repente, então, desça do muro,
Guiando o descrente, na beira do mar!


**************************************************

Dando por encerrada a Peleja, os dois poetas se despedem, em duas estrofes de "Quadrão Mineiro".

A escolha do novo estilo foi do Compadre Elizeu de Lima, numa elegantíssima homenagem ao parceiro Compadre Lemos.

Vamos ao "fecho":

Elizeu de Lima:

Seu galope, eu asseguro,
Brilhou igual ouro puro,
Reluzindo no escuro;
Foi fogueira no terreiro!
Já o meu, não deu pro cheiro,
Foi igual fogo-de-palha...
Mostre então sua fornalha,
Cantando Quadrão Mineiro!


Compadre Lemos:

Vaqueiro que o boi atalha,
Que canta forte e trabalha,
És o herói desta batalha,
Sou teu fiel escudeiro!
Te seguindo, o dia inteiro,
Suando, no sol a pino,
Aprendo teu canto fino,
Cantando Quadrão Mineiro!


Bom... Não precisa dizer mais nada! A não ser:

-- Obrigado, Compadre Elizeu, pela honra de cantar contigo! Deus te abençoe!...

**************************************
Elizeu de Lima
                          e
                                 
 



Publicado por CL em 09/02/2009 às 17h25
 
04/02/2009 23h04
Rádio Viola Net - Uma Belíssima Novidade!
             Rádio Viola Net 
                              Uma Belíssima Novidade!


                             


Descobri hoje uma belíssima novidade: A Rádio Viola Net, um trabalho pioneiro e simples, mas muito rico, do Poeta e Cantador João Manoel (fotos) de Cumaru - PB.

Quando eu digo que o trabalho é simples, refiro-me à linguagem utilizada - Poesia Sertaneja, Literatura de Cordel, Cantoria, Música Caipira, "Causos" e textos comerciais dignos das excelentes rádios AM de antigamente - Que saudades!

Quando digo que o trabalho é pioneiro, refiro-me à excessiva sofisticação - tanto técnica quanto de conteúdo - que a Rádio Viola Net deixa de lado, em favor de uma expressão verdadeiramente rural, bem no meio do tão decantado "ambiente virtual". Voltar ao simples, na era da Informática, embora utilizando seus recursos, é, para mim, pioneirismo puro!

E, quando digo que o trabalho é rico... a relação dos poetas abaixo, comumente ouvidos na Viola Net fala por si só:

Ivanildo Vila Nova,
Rogerio Menezes,
Joao Lorenço,
Docival Alves,
Hipolito Moura,
Luciano Leonel,
Raulino Silva,
Daniel Olimpio,
Raimundo Caetano,
Antonio Alves,
Severino Soares,
Moacir Laurentino,
Sebastião Da Silva,
Zé Cardoso,
Edvaldo Zuzu,
Zé Galdino,
Mocinha De Passira,
Sebastião Marinho,
Paulo Nascimento,
Severino Feitosa,
Pedro Bandeira,
Joao Manoel,
Eduardo Lopes,
Marivaldo Dos Anjos,
Cicero Dionizio,
Heleno De Oliveira, entre muitos outros!

***

Como funciona? Como ouvir essa maravilha? É simples, basta acessar o endereço:

http://www.radioviolanete.blogspot.com

e esperar menos de um minuto. Seu computador logo começará a cantar ou declamar lindas páginas da nossa Cultura Popular!

Duvida??? Acesse o link e comprove você mesmo! Não precisa nem me agradecer depois!

Como bom aprendiz de poeta que sou, não resisti e já fiz minha singela homenagem ao Poeta João Manoel, pelo seu belíssimo trabalho:


Enquanto Isso, Lá no Céu...
                                                     
Compadre Lemos


Os anjos se reuniram,
Fazendo grande tropel.
Deus perguntou: -- O que foi?
-- Queremos ouvir Cordel!..
-- Façam certo, não deslizem,
E a Rádio sintonizem,
do Poeta João Manoel!

Porque ele cumpre o papel
De um poeta cantador,
Divulgando a Poesia,
A ela dando valor!
É a beleza da terra,
É paz, vencendo a guerra,
Em nosso computador!

Um anjo disse: - Senhor,
Este homem é um santo?
Deus disse: - É um homem bom,
Mas inda não chega a tanto!
Porém, com boa vontade,
Faz do belo caridade
E espalha, por todo canto!

Os anjos, naquele encanto,
Foram buscar, na sacola,
Os "lepitópe encantado"
Que funcionavam sem mola!
Felizes, então ficaram,
Pois logo sintonizaram
A tal da Rádio Viola!...
.
E Deus disse: - Não embola,
Que Eu também quero ouvir!
São poemas tão bonitos,
Que Me fazem até sorrir.
Vou abençoar João,
Para que, nessa missão,
Ele possa prosseguir!...

 
***

Que Deus realmente abeçoe o nosso Compadre João Manoel, para que ele possa dar continuidade a esse trabalho tão simples, tão pioneiro e tão rico, na Internet! 

                           .                          
   
Fraterno abraço,




Ouça agora mesmo a Rádio Viola Net:
Clique aqui: http://www.radioviolanete.blogspot.com

Publicado por CL em 04/02/2009 às 23h04
 
19/01/2009 01h17
Vagalumes João Pessoa - Um Ano de Alegria
Vagalumes João Pessoa 
Um Ano de Alegria!
                                                                                                                              
                                                                                          Compadre Lemos


 
Salve, salve, minha gente!
Que todos sejam bem-vindos!
Que venham, alegremente,
Trazendo sorrisos lindos!
Que em nossas caras pintadas
- As tristezas descartadas -
Haja só brilho e perfumes...
Possamos, juntos, cantar
E, juntos, comemorar
Um ano de Vagalumes!
 
Um ano de alegria,
De aventura e doação!
Em que vimos a harmonia
De mãos dadas com a emoção!
Um ano de luz e glória,
Em que fizemos história
Por amor e compromisso!
Mas... eu fico perguntando,
Curiosa, analisando:
De onde vem tudo isso?
 
Será quem pensou primeiro
Em trazer pra João Pessoa
Este grupo bagunceiro,
Que faz o bem numa boa?..
Quem teve a feliz idéia
De formar essa colméia,
De espalhar este perfume?
Em tal fato eu não pensei
Pois só de uma coisa eu sei:
Adoro ser Vagalume!
 
Será que foi a Atacy,
Com seu jeito de mandona?
Pro circo montar aqui,
Foi ela quem trouxe a lona?
Ou foi o Walter, talvez,
Quem chamou todos vocês
E mandou pintar a cara?
Isso, pra mim, não importa
Pois na estrada, mesmo torta,
Vagalume é peça rara!

Quem sabe foi a Isabella
Que, além de “bella” é charmosa?
Ou Lahna, sempre na dela,
Com seu perfume de rosa?
Ou terão sido a Alick,
A Dayanne e a Monique
As primeiras a chegar?
Não sei ao certo dizer,
Mas aqui pude aprender
A ser feliz e cantar!
 
Pode ter sido a Alana,
A Kiara ou o Cristiano,
A Tuíra, a Luciana,
Que, em solo paraibano,
Os Vagalumes fundaram
E a corrente iniciaram
Com os aplausos da Tais!
Sei dizer que os Vagalumes,
Sem chiliques, sem ciúmes,
Me ensinaram a ser feliz!
 
O ponto de referência
Foi um tal Teatro Mágico!
Que nos trouxe a experiência
Que o mundo não é tão trágico.
Quando o show deles eu vi,
Encontrei a Tia Gi,
Que plantou essa semente.
O Pedro veio ajudar
E, então, pudemos formar
O Projeto, finalmente!
 
Por mais que eu diga ou revele,
De tudo não vou lembrar.
Mas não esqueço a Tielly,
Que nos veio incentivar.
Ela, sim, uma guerreira,
No Brasil, a pioneira,
Que o Projeto iniciou.
Por isso, não foi à toa
Que aqui, em João Pessoa,
Nosso grupo se formou!
       
E, para ser mais exata,
Sem faltar com a razão,
Eu posso até dar a data
Da primeira reunião.
Em dezesseis de janeiro,
O nosso encontro primeiro
Com refri, bolo e biscoito.
E foi no ano passado,
Esse dia abençoado,
Bendito dois mil e oito!
 
Nessa reunião estavam
Além de mim, Atacy,
Já outros, que apoiavam,
Como a Bella e a Gabi.
O Walter, com Jéh e Brisa,
Anelly chega e avisa
Monique e Lahna também!
Pra não haver mais chilique,
Não me esqueço do Filipi
Com a alegria que ele tem!
 
Cabe bem neste cordel
O nome que você vê:
Foi criado, no papel,
Vagalumes Jota Pê!
Criou-se, pois, o Projeto
Ninguém mais ficou quieto
Idéias foram surgindo.
A gente sempre sonhando,
Papai do Céu ajudando:
-- Vamos indo, vamos indo!
 
O Projeto já lançado,
Só faltava trabalhar.
Foi, então, organizado
Um Ato, pra começar.
Nós fomos lá no Asilo,
Nos encantamos com aquilo
Que tarde linda e sadia!
Abraçados com calor,
Recebemos muito amor
Em troca dessa alegria!
 
E outros Atos vieram
Neste nosso caminhar.
Foram atos que nos deram
Motivos pra continuar.
No entanto, não me esqueço:
Estamos só no começo,
A estrada vai além!
Quem quiser, venha com a gente,
Cultivar essa semente
Do Amor, que só faz bem!
 
Quem fundou?... Já não importa,
Pois o certo é que se abriu
Para nós, imensa porta,
Por onde o Amor fluiu!
E hoje, um ano depois,
Se, no início, eram dois
Chegamos perto de cem!
Muito amor, dia após dia,
Sob a marca da Alegria,
Cada um dá o que tem!
 
Queremos agradecer,
Pela nossa existência,
A Deus, que nos fez viver
Essa linda experiência!
E depois, aos nossos pais,
Que não faltaram jamais
Com o apoio e incentivo.
Vindo nos proporcionar
A beleza de gritar:
Sou Vagalume!... Estou vivo!...
 
A Ana Paula, “ Mãinha “,
Ao Fábio, que é meu “ Paizão ”,
Casal que sempre caminha
Onde os Vagalumes vão,
Registramos, no momento,
Nosso reconhecimento
Por nos terem apoiado!
Sem vocês, a realidade
Seria outra, em verdade!
A vocês, muito obrigado!!!
 
Também nossa gratidão
A todos que apoiaram
Sou grata, de coração,
Por tudo que nos doaram.
E tudo foi repartido
Com amor distribuído
Nos atos que realizamos.
Vida longa aos doadores,
Nossos colaboradores,
Pedimos, quando rezamos!
 
Gratidão especial
Para a Kay, lá da Facene.
Não há Ato ou Festival
Que, com ela, não engrene!
Essa alma terna e boa,
A gente pede, ela doa
Sem nem perguntar pra quê!
À “Mãezona do Projeto”
Já baixamos um decreto:
Deus abençoe você!
 
Aos distintos convidados,
Só nos resta, então, dizer:
Estamos emocionados
Em poder lhes receber.
Juntem sua energia
Com toda a nossa alegria
E trabalhemos no bem.
E vamos sair da toca,
Esta vida é uma troca,
Quem dá recebe também!
 
Quem tem o mel... dá o mel
Quem tem amor... dá amor.
Todos cumprem seu papel
Conforme ensina o Senhor!
“Uns aos outros vos amai”
Já nos disse o Nosso Pai,
O Mestre da Humanidade.
Faz fogo quem sopra a brasa,
Sendo aqui a nossa casa,
Fiquem todos à vontade!
 
Finalmente, agradecemos
Pelos dons de um Vagalume:
Diferentes, nós sabemos,
Um tem cheiro, outro, perfume.
Atacy, atrapalhada,
Anely, atropelada,
No seu jeito de falar.
A Dayana, bem chatinha,
Jacielle, pimentinha,
Nós sabemos perdoar!
 
Diego, com seu pagode,
O Walter, esse arengueiro!
A Karla acha que pode,
Com Bella, no picadeiro!
Tuíra, desmantelada,
Filipi não tá com nada
E se acha o gostosão.
Jinarla bota mais pilha,
O Bruno, pai de família,
E o Joe, um meninão!
 
Angélica, que liga a gente,
Lanusse, sempre a que cai.
E apareceu, de repente,
Até mesmo um novo pai.
Pois, lá em Minas, nós temos
Um tal de Compadre Lemos
Poeta, muito pidão.
Pediu nariz e camisa,
Pra vir aqui, ele avisa:
-- Só viajo é de avião!
 
Eu não citei todo mundo
Foi só pra não esticar.
Mas nosso amor é profundo
Por todos, que vêm buscar
Um sentido em sua vida,
Nesta turma tão querida,
Um novo jeito de ser.
Todos têm o seu perfume
E a todo Vagalume
Venho, pois, agradecer!
 
Agradeço a convivência,
A amizade, o respeito,
Cada um, sua ciência,
Cada qual com o seu jeito!
Agradeço a energia,
A vibração, a magia,
O tempo, a disposição.
A este povo animado
Eu digo: muito obrigado,
Do fundo do coração!
 
Um ano é muito importante,
Com tudo o que ele traz!
Se se busca, a todo instante,
O “trabalhar pela paz”!
Às crianças que ajudamos,
Idosos que consolamos,
Nós também agradecemos.
Foram oportunidade
De exercer fraternidade
E foi assim que crescemos!
 
Um ano de alegria
E de solidariedade!
Um ano de harmonia
Vencendo a dificuldade!
Outro ano de esperança
Começa nesta festança
E o futuro é promissor!
Vambóra, Vagalumada,
Pois a vida é quase nada
Quando não se tem amor!
 
Mais Atos vamos fazer,
Resgatando a união!
Que continue a bater
No peito, um só coração!
Que viva a nossa amizade
Que haja seriedade
E respeito aos bons costumes!
Nesta prece repetida,
Pedimos: -- Senhor da Vida,
Protegei os Vagalumes!!!
 
Protegei e dai coragem,
Pra gente continuar
A colorir a paisagem,
Onde temos que passar.
No ano que se inicia
Haja paz, haja harmonia
E que não falte ninguém
Neste banquete sagrado
Do amor compartilhado
No trabalho pelo Bem!
 
Que sigamos o exemplo
Daquele que foi só luz!
Que não precise de templo
Para se louvar Jesus!
Que nossas mãos espalmadas
Que nossas caras pintadas
Sejam sinos de Belém...
E, se rezamos por isto,
É que sabemos que o Cristo
Foi Vagalume também!
 
Pois que, neste novo ano,
Outros se juntem a nós.
E façam parte do plano,
Cantando, na mesma voz:
- Louvada seja a alegria!
- Bendita seja a harmonia!
- Bem vindo, aquele que vem!
Sejamos a chama ativa
Que o nosso Projeto viva
Pra todo o sempre, amém! 

***

 
( Cordel lido na Festa do Primeiro Aniversário dos Vagalumes João Pessoa, em 16 de janeiro de 2.009 )


Queridos Vagalumes João Pessoa,
 
Que o Ano Novo Vagalúmico seja um ano de muito trabalho e muita paz, onde a Alegria seja a tônica, o Respeito seja a métrica e o Amor seja o objetivo!
 
Juiz de Fora – MG – 16 de janeiro / 2.009



Publicado por CL em 19/01/2009 às 01h17
 
28/12/2008 23h38
O Ano Novo Tem Sentido
O Ano Novo tem sentido,
Se o homem se renovar!


Todo ano a gente canta,
Deseja felicidades.
Eu vejo meias verdades
E tal fato não me encanta.
Trago presa na garganta
A voz que não quer calar,
A vontade de gritar,
Vontade de ser ouvido...
O Ano Novo tem sentido,
Se o homem se renovar!


Se abraço o meu amigo
Pra, depois, lhe esquecer,
Na hora de lhe atender,
Só lhe digo “não consigo”,
Se não enxergo o perigo
Da solidão me matar,
Se me deixo, assim, ficar
Na sombra, feito bandido...
O Ano Novo tem sentido,
Se o homem se renovar!


Sem o repartir do pão,
Sem a luz do ensinamento,
Sem exemplo, sem alento,
Sem dar chance a um irmão,
Sem ter dó, nem compaixão,
Não adianta falar.
Boas festas desejar
Sem medo de ter mentido...
O Ano Novo tem sentido,
Se o homem se renovar!


Se digo que sou cristão
Mas não sigo o ensinamento,
Se o amor é sentimento
Ausente em meu coração,
Se desconheço o perdão
Se só penso em me vingar,
Se não gosto de ajudar
Dizendo “é tempo perdido”...
O Ano Novo tem sentido,
Se o homem se renovar!


Portanto, o meu desejo
É de paz e de harmonia.
E que, no seu dia-a-dia,
Você não perca o ensejo
De ser mais um, no cortejo
Dos que sabem transformar
A prece do seu altar
Num gesto mais desprendido...
O Ano Novo tem sentido,
Se o homem se renovar!


Desejo a todos um Ano Novo diferente, onde a Caridade seja a tônica, o Respeito seja a métrica e o Amor seja o objetivo!

Feliz 2.009!


                   




Publicado por CL em 28/12/2008 às 23h38
 
17/10/2008 12h53
Prefiro Não Comentar!...






Prefiro Não Comentar!...

                           Compadre Lemos

Aproveitando o excelente bordão do personagem “ Copélia “ ( Arlete Salles ) do programa “Toma Lá Dá Cá”, eu trago hoje algumas estrofes em Décimas de Sete Pés ( Literatura de Cordel ) sobre diversos temas.

 

Curtam comigo:

 

Política:

 

Vou falar de Poesia,
Do repente e do Cordel,
Vou comentar o papel
De quem canta com alegria!
Vou falar do dia-a-dia,
Do eterno batalhar,
De tudo vou mencionar,
Sem pensar na trabalheira...
Mas, Política Brasileira...
Prefiro não comentar!...

 

Mulheres

 

De Dora, canto a beleza,
De Lurdinha, a simpatia!
Canto os olhos de Maria,
De Marina a gentileza!
Canto o riso de Tereza,
Que sempre vem me encantar,
O café de Dagmar,
Delícia, detardezinha...
Mas a raiva da Zefinha...
Prefiro não comentar!...

 

Amigos

 

Tião é bom de viola,
Comadre Tessa é carinho,
O Carlos, um passarinho,
Onildo, fazendo escola!
O Sílvio, com toda bola,
Ribeiro põe pra quebrar,
Petronilo vai voltar
Para ler o que escrevemos...
Mas, sobre o Compadre Lemos,
Prefiro não comentar!...

 

Seleção Brasileira:

 

Vou falar de vaquejada,
Boi no chão, muita poeira,
De cantiga aboiadeira,
Da vaqueirama arretada!
Da montaria arriada,
Prontinha pra se montar,
Do troféu, pra se ganhar,
Com valor e distinção...
Mas de Dunga e Seleção...
Prefiro não comentar!...

 

Projeto Cordel ( Comunidade do Orkut ).

 

Todo poeta é importante,
Aqui, na nossa Projeto!
Não tem Lei, não tem Decreto
Não tem Rei nem Comandante
Que mude isso, no instante
Que ele saiba rimar!
Tião chega pra ficar
Porque faz rima arretada...
Somente da rima errada,
Prefiro não comentar!...

 

Poetisa Tessa Bastos

 

Minha gente, que alegria
Dona Tessa está de volta!
Minha alma, então, se solta,
Pra cantar, haja poesia!
Era triste, o dia-a-dia
Sem poder mais encontrar
A Dama do Versejar
Que, agora, volta de vez...
Mas, a falta que ela fez,
Prefiro não comentar!...

 

Positivismo

 

Eu falo de chuva e roça,
De enxada e de arado,
De pasto para o meu gado,
Liberdade em terra nossa!
Mesmo se a língua coça
Para de males falar,
Procuro me controlar
Cantando bons sentimentos!
Amargura e sofrimentos?...
Prefiro não comentar!...

 

Greve dos Bancários

 

Pois a Greve dos Bancários
É justa e necessária.
Há uma classe salafrária
Que come nossos salários!
Pensam que somos otários
E não sabemos lutar!
Não perdem por esperar
Nós não somos baderneiros...
Os desmandos dos Banqueiros
Prefiro não comentar!...

 

O Clima em Juiz de Fora:

 

Aqui, em Juiz de Fora,
O clima é muito mais frio.
Eu sempre me delicio
Como estou fazendo agora!
Chocolate a toda hora,
Choconhaque, se pintar.
Estou querendo arrumar
Lareira para acender...
Mas, se começa a chover...
Prefiro não comentar!...

 

Virilidade

 

Para mim, virilidade,
Também chamada "potência",
Não supera a competência
De quem tem criatividade!
Não queixo da minha idade,
Porém, não temo "falhar".
Pois ela vai se encantar
Com carinho e afeição...
Agora... quem é machão,
Prefiro não comentar!...


Adeus, Dungáááá... Adeus, Dungáááá!...

Pois mudando já de assunto,
Eu até achei bacana
Seleção Colombiana
No Maraca chegar junto!
Esse cara de presunto
Que não sabe comandar
Só sabe mesmo é mostrar
A camisa diferente...
Mas quanto a ser competente...
Prefiro não comentar!...

Brasil na final do Futsal!...


Eu resolvi, finalmente,
A torcer pro Futsal.
Domingo vai ser legal
Uma final muito quente!
A Espanha, simplesmente,
Não vai querer entregar
O Bi pra gente levar,
Vai ser duro de roer...
Mas, se a gente não vencer,
Prefiro não comentar!...


Que todos tenham uma boa sexta-feira!

Vamos lá, Brasil!...


                                


Publicado por CL em 17/10/2008 às 12h53



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