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Asabêia - Alexandre Ribeiro
Data: 10/06/2008
Créditos:
Título: Asabêia

Autor: Alexandre Ribeiro ( Seu Ribeiro )- Belo Horizonte / Santa Luzia - MG.

Intérprete: Alexandre Ribeiro ( Voz e violão )

Gênero: Música Catingueira

Fonte: Disco "Canturi" - Gravado em 08 de maio de 2.005, no Teatro do Palácio das Artes, em Belo Horizonte - MG.

Publicação devidamente autorizada pelo Autor.

Obrigado, Mestre Ribeiro. Deus te abençoe, sempre!

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Asabêia

Alexandre Ribeiro

Ouça esta canção:
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(falado)

Tinha um forró lá, na região, conhecido como “Rela-bucho”. “Rela-bucho”. É... o pessoal gosta desses nomes assim. Inclusive, o cachorro, lá, que tomava conta do “Rela-bucho” chamava “Rasga-tanga”. Ah.. um trem assim... O pessoal lá... O pessoal, assim, gosta, duns nome assim, deferente... exótico. 

Aí, a piãozada, na sexta-feira, recebia o “pagode”, em vez de ir embora logo pra casa, ia gastar um pouco do dinheiro lá nesse... nesse “Rasta-pé”. E... entre uma dança, uma cachaça e outra, demorava, chegava muito tarde... e custumava pegar Dona Maria meio nervosa, com o cabo de vassoura na mão, né? 

E aí, desses acontecimentos que, desde menino, eu presenciei, nasceu uma música, chamada “A Disculpa”, mas o público insistiu, que mudou o nome... é Asabêia!

(cantado) 

Ox, marido, qui demora!
Já nun guentava isperá!
Eu nun sabia qui isso é hora
De home casado chegá!
Tu hái de drumi lá fora,
Pra móde mi respeitá.

Sinhazina, pru favô,
Deixa aumenos ispricá
É que eu fui pêgo de surpresa
E quando já vinha pra cá,
O mardito Coroné
Arresorveu me cobrá.
Como eu nun tinha dinhêro,
Eu tive qui i trabaiá!

Mais, quê isto, Sinhôzin,
Tu feiz serviço disonesto.
Tá todo chei de capim
E tá cas carça os avesso!
Ai, Meu Deus, qui coisa triste,
Eu já nem quero ver o resto!

Sinhazinha, no pomá,
Eu levei foi uma peia!
Uma fruita eu fui panhá,
Buli na caxa de abêia.
Eu rolei nun colôniá
Fui caí nun furmiguêro,
Ai, tive qui a carça tirá,
Mais fiz tudo inté ligêro.

Antonce, me diga, Sinhôzin,
Qui é pra eu mió cumpriendê:
Mais cuma é que, no trabai,
Tu teve tempo de bebê.
Pois até o nosso bode,
No bafo perde procê! 

Cum as picada qui eu levei,
Das abêia, no poma,
Na cachaça eu me banhei,
Qui é pra móde nun inframá!
E se eu nun lavei pur fora,
Pru dentro num ia dexá!

Mais qui abêia danada,
Foi essa qui ti pico?
A bicha dá é dentada,
Ferrão, mesmo, nun dexô!
Sobe dá inté chupada,
No pescoço do sinhô!...

Ô muié, tu tá caçano,
Pois, intoce, eu vô falá:
Ô tava mesmo é mi atracano,
Cá fia do Edigá.
E si eu nun drumi aqui,
É certo queu vô drumi lá!

Sinhozin, tu tá mintino,
Qui é pra mode mi intristecê!
Eu sei qui a fia do Edigá
Nunca foi muié pra ocê!
E é mió tratá de entrá
E dexá de cunversê!

Muié que nun crê no home
Caba levano uma peia!
No fim, entra pelo cano,
Tomano pu pé da orêia!
Ai Meu Deus, porque que eu
Nun mi casei foi cas abêia?... 

O Disco:



Valeu, Mestre Ribeiro, pela excelente contribuição! Volte semrpe!

Ouça a música na Seção "Audios / Voz"

                            

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CL

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